sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Silêncio
domingo, 12 de janeiro de 2014
Um lugar
Por muito tempo eu me empenhei em construir com você uma relação que nos fizesse caminhar sempre juntos.
E sonhei com você ao meu lado. E como você passou a fazer parte, tanto da minha vida, como dos meus sonhos, acrescentei você também ao meu futuro. E em cada imagem, em cada sonho, em cada vislumbre eu lhe via. Nos via.
Foram anos construindo essa cena, essa esperança, essa alegria, aguardando viver isso com você.
Esperei para realizar muita coisa. Acho que o que mais fiz enquanto os anos passavam era aguardar: seu amadurecimento, sua realização, sua vontade de segurar as minhas mãos e de sonhar comigo, seu empenho em também viver isso e construir esse final feliz.
E depois de tanto tempo não é fácil aceitar você dizer que talvez seja melhor que eu vá embora e que construa um lugar que seja só meu.
Lutei tanto para agora ouvir você dizer que devo refazer meus sonhos. Que todo aquele futuro de conto de fadas e de final feliz não acontecerá conosco. E que o amor que eu pensei e planejei não pode ser meu.
Será que esse amor ainda não merece uma chance? Será que não merece mais esforço, confiança e esperança? Em nome do passado, do agora e dos projetos?
Eram apenas meus aqueles sonhos todos?
"And if you have a minute why don't we go
Talk about it somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?"
http://www.youtube.com/watch?v=Ve9cBwI-pAg

domingo, 10 de abril de 2011
Feliz Aniversário!
Bebê diz que será sempre sua a grande oportunidade de abrir a torneira para ela beber! Manda também uma breve lambidinha. Ela gosta muito de você.
Tica envia um miadinho e lembra que, se ela deita na sua barriga ou mesmo passa através de você para chegar em algum lugar é porque com certeza você é alguém bastante especial. Ela não sai encostanto em qualquer coisa, ora!

Eu lhe dou meu coração. E todo o meu amor!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Da janela
Acabo de me lembrar de um texto de Rubem Alves que trata exatamente disso: a arte do nada fazer, um louvor à inutilidade. E ele sabiamente diz: “há uma forma suprema de felicidade que só podemos gozar quando nos entregamos à deliciosa irresponsabilidade da inutilidade”. Pretendo por pelo menos mais alguns dias me deixar envolver por esse precioso descanso. Logo serei confrontada pelos deveres, obrigações, horários, compromissos e metas que fatalmente voltarão a fazer parte dos meus dias.
Mas agora eu preciso de um tiquinho de paz.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
muito frio
Apenas fique perto de mim e me abrace
Eu já lhe contei que esse frio dói
Me corrói
Se num dia de amargura eu pedir-lhe para me deixar
Aproxime-se ainda mais
Coloque-me no seu colo e me segure forte
Descanse ao meu lado e espere comigo o mal tempo passar
É muito importante você ficar

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Máscara
Como riria às pessoas se lhe arrancaram o sorriso estampado da face? Sem a máscara para protegê-la e para embasar a sua cena, como ela se atreveria a tentar se mostrar contente?
Foi quando, d
e uma forma quase mágica, ela se sentiu livre para permitir que as lágrimas cativas abandonassem enfim o seu olhar vazio e lavassem toda aquela maquiagem já desbotada do rosto.Mas quem conviveu com a menina alegre e expansiva, não consegue compartilhar as desventuras da moça abatida. Uma escura sombra da garota que fora.
Ainda mais rápido do que um dia pousaram, as pessoas se vão. Apenas fica a solidão. Nada mais.
Mas isso já faz muito tempo...
"Olha...
Será que ela é moça?
Será que ela é triste?
Será que é o contrário?
Será que é pintura o rosto da atriz?"
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Passei o Natal...
O sol acordou radioso todos os dias e testemunhou satisfeito a beleza de um céu azul sem igual!
Éramos abraçados por uma natureza ainda inocente e preservada que deixava o lugar ainda mais encantador! Lindo!
Tivemos a alegria de presenciar essa sedutora paisagem por sete inesquecíveis dias. Eu trouxe de lá muitas fotos, lembranças e já uma saudade gostosa que um dia há de me fazer retornar.
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Feliz Aniversário!

Adoro o dia do meu aniversário!
Pouco importa se estou ficando mais velha (aliás... todos nós estamos, nem interessa se é ou não dia de comemorar o aniversário).
Adoro receber as ligações sempre tão calorosas (como a da Gui hoje de manhã), os recadinhos escritos, os abraços apertados, os beijos estalados, os sorrisões, aquele mundão de coisas gostosas que desejam pra mim, os presentes (e quem não gosta de ganhar presentes?), as visitas muitas vezes inesperadas! Adoro!
Aproveito esse dia desde o momento em que abro os olhos quando acordo, até o último instante antes de dormir novamente.
E o dia do meu aniversário é feriado pra mim! Ainda que eu tenha que trabalhar, eu pego leve mesmo! Curto o "meu dia". Me dou o direito de me divertir! É o meu presente pra mim.
E hoje vai ter bolo! Eu sei porque descobri um bolo de chocolate muito mal escondido no fundão da geladeira. Foi a minha mãe quem comprou. Certamente prevendo as tais visitas inesperadas que eu mencionei.
Só tem uma coisinha que eu não gosto: a hora da cantoria do "parabéns". Se um dia eu já gostei (talvez quando criança), já faz tanto tempo que nem me recordo. Morro de vergonha! É sério, o que eu posso fazer? Comemoração perfeita pra mim é aquela em que ninguém resolve que é chegada a hora de cantar o danado do "parabéns". Simples assim.No mais, é só alegria! E hoje eu sou pura felicidade!
terça-feira, 12 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Hoje é aniversário da Duda!!!
É com esse vídeo que hoje eu homenageio minha gatinha amada, Duda.
Há oito anos ela me faz companhia de um jeitinho todo dela, tão especial. Minha gatinha "sonsa", faz apenas o que quer fazer. Se for obrigada a algo - como sair de um quarto, levantar-se da cama, dar licença da cadeira - ela reclama sem constrangimento. Enquanto pode, para continuar fazendo aquilo que deu na cabeça de fazer, ela finge não escutar as suplicas ou xingos alheios.
Mas ela é muito carinhosa e tem a maternidade aflorada. Adotou a gatinha mais nova, Tica, e cuidou dela melhor que muita gata mãe de verdade. Assiste às novelas no colo da minha mãe toda noite. Dorme comigo na minha cama e às vezes deita a cabecinha no meu pé.
Duda ou Dudu ou Tu Pinto (qualquer destes nomes é válido) foi um presente de umas amigas que sabiam bem o que me dar para me agradar. Mas ela chegou doentinha (presente de grego!) e logo numa de nossas primeiras noites juntas eu passei praticamente 24 horas dando soro caseiro para ela melhorar. De verdade, eu colocava o meu despertador pra tocar a cada 30 minutos para dar o bendito soro pra ela. Tudo para não ter que interná-la; tudo para não me afastar dela.
Toda vez que toma banho, apronta tamanho escândalo que todos os gatos da casa ficam a espreitar na porta do banheiro. Tenho certeza que tem vizinho que se pergunta se deve ou não chamar a sociedade protetora dos animais. Babita, a gata mais velha, fica tão irritada com a gritaria, que assim que se vê diante da Duda, lhe dá uma “patada” na cara!
Duda é uma gatinha muito querida que eu quero ao meu lado por muitos anos. É minha chata predileta, minha filha do meio, meu amor.
Duda, a você, um feliz aniversário. Parabéns por mais essa primavera!
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Vem aqui, olha!
Tô vendo.
Não. Vem aqui, olha!”
Ele me viu e me conheceu no esplendor da minha capacidade de ser eu mesma: criança, feliz, livre, solta... integrada com a natureza, curiosa, levada, feliz.
Repito, feliz! Como jamais poderei saber se conhecerei este estado de espírito de novo, com o mesmo vigor.
Ele me viu desabrochar para as coisas desconhecidas e não soube perceber quando eu estava me tornando uma mulher. Talvez fosse resistência em aceitar que a gente verdadeiramente cresce; talvez por excessiva proteção contra os fantasmas que estavam em sua cabeça; talvez apenas costume de ter as coisas em suas rédeas, sob seu controle.
E foram muitas as horas de amor e de ódio entre a gente. Afinal, esses dois sentimentos não são os lados de uma mesma moeda? E como saber o que era meu e o que era dele? E o pior, quanto disso tudo não se impregnou em mim mesma e hoje nem sei se vejo a fronteira entre o real e a fantasia?
O tempo faz essas coisas com a gente, nos desmancha. O que antes era claro e nítido torna-se impreciso. Memória de um sentir diferente que a gente guarda como um souvenir, uma entrada de sessão para um ótimo filme.
Quantas saudades de um tempo que não vai voltar mais.
Mas vou ainda repetir o mesmo diálogo, sempre:
“Vô, vô, olha o que eu consigo fazer!
Tô vendo.
Não. Vem aqui, olha!”
Texto de Rodrigo José Nunes Pinto, meu melhor amigo.
Vô-pai
Eu não posso dizer que eu não tive um pai. Eu tive, sim. Um tão presente quanto um pai de verdade seria. Ou mais. Talvez mais.
Diz a minha mãe que quando eu era criancinha eu chamava o meu avô de vô-pai. Eu não me lembro disso. Mas, se era assim, desde muito nova eu já entendia o que meu avô significa pra mim.
Convivi com meu avô com a proximidade com que se convive com um pai. Foi ele que me ensinou a gostar de natureza, já que me levava para o sítio em sua companhia e na da vovó todo santo fim de semana. Aprendi a andar no mato, a mexer com bicho, a nadar em riacho, a curtir a natureza íntegra. Graças aos seus incentivos aprendi até a montar cavalo.
Vovô é muito bravo. Militar. Aprendi com ele a ser muito educada. A falar sem os vícios dos “palavrões”. Depois que eu cresci, eu desaprendi. Mas aí a responsabilidade é toda minha.
Quando eu era adolescente dizia pra vovó que ela tinha sorte de ter nascido numa época diferente da minha, caso contrário, eu daria um jeito de o vovô ser o meu marido e não o dela! Isso é porque eu o admiro muito. Sua beleza (ele é lindo!), sua força, inteligência e competência. Bem que eu queria um marido assim.
Já falei que devido à grande diferença de idade e à distância entre as nossas gerações, houve um tempo em que a nossa comunicação ficou muita falha. Um não conseguia entender o outro. Como conseqüência nós brigamos muito. Tivemos brigas muito sérias. A gente tentou, inclusive, se afastar. Eu confesso que quis romper relações no ápice da minha angústia. A angústia de ver meu avô – meu herói – sendo tão feroz comigo. Mas o tempo sara feridas. Ainda que restem cicatrizes, as feridas acabam parando de sangrar e de doer. O tempo colabora com o perdão. Apesar das falhas, dos desentendimentos e críticas e das decepções, nós nos perdoamos um dia. Nos reaproximamos. Que sorte!
Sempre amei o meu avô e hoje eu sei por que sofri tanto todas as vezes que nós brigamos. Sei também que mesmo quando eu quis me afastar foi por amar demais e, assim, sofrer demais.
Ele é um exemplo pra mim e, em muitos aspectos, quero ser como ele. Eu já sou muito parecida com ele. Quem nos conhece, sabe.